Adega Curitibana – Os melhores vinhos com os menores preços
22abr/130

Vinho e Saúde: confira artigo sobre os benefícios do vinho para a saúde

 

Um pouco de História

Desde a antigüidade, o vinho apresenta-se intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Os primeiros praticantes da arte da cura, na maioria das vezes curandeiros ou religiosos, já empregavam o vinho como remédio. Papiros do Egito antigo e tábuas dos antigos Sumérios (cerca de 2200 a.C.) já traziam receitas baseadas em vinho, o que o torna a mais antiga prescrição médica documentada.

O grego Hipócrates (cerca de 450 a.C.), tido como o pai da medicina sistematizada, recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, um veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável. Para ele, cada tipo de vinho teria uma diferente função medicinal.

Galeno (século II d.C.), o mais famoso médico da Roma antiga, empregava o vinho na cura das feridas dos gladiadores, agindo este como um desinfetante.

Também os Judeus antigos tinham o vinho como medicamento. Segundo o Talmud, "sempre que o vinho faltar, a medicina tornar-se-á necessária".

Foi na Universidade de Salermo (Itália), fundada no século XI, que a importância do vinho sobre a dieta e asaúde foi codificada. Lá, correntes clássicas e árabes se fundiram, fornecendo as bases da medicina européia. O "Regime de Salermo" especificava "diferentes tipos de vinho para diversas constituições e humores".

Avicena (século XI DC), talvez o mais famoso médico do mundo árabe antigo, reconhecia a importância do vinho como forma de cura, embora seu emprego fosse limitado por questões religiosas.

O uso medicinal do vinho continuou por toda a Idade Média, sendo divulgado principalmente por monastérios, hospitais e universidades.

Até o século XVIII, muitos consideravam mais seguro beber vinho do que água pois esta era, freqüentemente, contaminada. Conta a lenda de Heidelberg, na Alemanha, que o guardião do grande barril (Große Faß) onde o soberano guardava todo o vinho recolhido como imposto, só bebia vinho. Seu nome era "Perkeo" (do italiano “Perche no” - por que não). Certa feita deram um líquido diferente para que ele bebesse e este morreu imediatamente. O tal líquido assassino era nada mais nada menos que água.

Em 1865-66, Louis Pasteur, o grande cientista francês nascido na região do Jura (terra dos famosos vin jaunevin de paille), empregou o vinho em diversas de suas experiências, declarando que o vinho é "a mais higiênica e saudável das bebidas".

Em 1892, durante a grande epidemia de cólera em Hamburgo, o vinho era adicionado à água com intuito de esterilizá-la.

A partir do final do século XIX, a visão do vinho como medicamento começou a mudar. O alcoolismo foi definido como doença e os malefícios de seu consumo indiscriminado começaram a ser estudados. Nas décadas de 70 e 80, o consumo de álcool foi fortemente atacado por campanhas de saúde pública exaltando as complicações de seu uso em excesso. Entretanto, várias pesquisas científicas bem conduzidas têm demonstrado que, consumido com moderação, o vinho traz vários benefícios à saúde.

 

O consumo moderado

"Nem muito e nem muito pouco" parece ser o princípio para se realçar os efeitos benéficos do vinho sobre asaúde. Entretanto, as autoridades de saúde de vários países têm encontrado dificuldade em estipular o que pode ser considerado "consumo sensato". Na França, a ingestão de até 60 g de álcool por dia é segura para homens. Por outro lado, no Reino Unido, recomenda-se menos de 30 g por dia.

Vários são os fatores que influenciam estes limites: sexo, idade, constituição física, patrimônio genético, condições de saúde e uso de outras substâncias (drogas, medicamentos etc). Em linhas gerais, um homem pode consumir até 30 g de álcool por dia. Para as mulheres, por diversas razões (menor tolerância, menor proporção de água no organismo etc) recomenda-se até 15 g por dia. A diferença entre consumo moderado e exagerado pode significar a diferença entre prevenir e aumentar a mortalidade.

Além da quantidade, a regularidade também é importante para se obter os efeitos benéficos do vinho. Os que exageram nos finais de semana e se poupam nos outros dias podem sofrer todos os malefícios da ingestão exagerada e aguda do vinho sem nenhum ganho para a saúde.

 

O Paradoxo Francês

Uma grande reviravolta na relação entre vinho e saúde ocorreu no início da década de 90 com a divulgação do Paradoxo Francês. Durante um programa de televisão nos EUA, o cientista francês Serge Renaud mostrou que estudos epidemiológicos em escala mundial evidenciaram que os franceses apresentavam 2,5 vezes menos mortes por doenças coronarianas que os americanos, apesar de fumarem muito e consumirem a mesma quantidade de gorduras. A principal explicação para tal paradoxo estaria no consumo regular e moderado de vinho. Como era de se esperar, após a transmissão do programa, o consumo de vinho tinto nos EUA multiplicou por 4. Tal paradoxo foi, posteriormente, publicado na revista inglesa The Lancet, uma das mais conceituadas revistas médicas do mundo, dando origem a uma enxurrada de artigos sobre os benefícios do vinho sobre a saúde nos tempos modernos.

 

Álcool, taninos, flavonóides, catecinas, resveratrol, etc

Há muito sabe-se que o álcool, consumido em pequenas doses regulares, traz benefícios para a saúde. Estudos epidemiológicos mostram que o álcool presente no vinho, cerveja e destilados pode diminuir amortalidade por infarto do miocárdio, isquemia cerebral etc. Entretanto, o vinho é quem mais desperta interesse dos cientistas por apresentar, além do álcool, diversas substâncias antioxidantes em sua composição. Entre os mais de 1000 compostos encontrados no vinho, os polifenóis (flavonóides, taninos, catecinas, resveratrol etc) são os mais estudados.

Os polifenóis, derivados de várias plantas, são os antioxidantes mais encontrados em nossa dieta. De acordo com sua origem, apresentam diferentes estruturas químicas. Atualmente, vários estudos têm demonstrado que o resveratrol, um antioxidante natural presente em vinhos tintos e brancos, está associado com os efeitos benéficos do vinho na doença coronária. Além disso, em laboratório, o resveratrol tem mostrado efeito protetor contra o câncer, embora estes resultados ainda não tenham sido demonstrados na prática clínica. Também controversa é a hipótese de que os flavonóides parecem mostrar um efeito protetor contra doenças cardiovasculares, atuando sobre o LDL (colesterol ruim).

 

Vinho e Saúde: Alguns fatos

Doenças coronárias: o consumo moderado de vinho controla os níveis sangüíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio.

Doenças do cérebro: Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir o risco dedemência, incluindo o Mal de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais. É intrigante notar que, proporcionalmente falando, a ação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos. Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais. Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, com o fazem com a circulação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.

Doenças respiratórias: Experimentos recentes têm demonstrado que o vinho é capaz de reduzir as chances de uma infeção pulmonar, sendo mais eficaz que alguns antibióticos modernos.

Doenças do aparelho digestivo: Há vários séculos, São Paulo já recomendava "um pouco de vinho para asaúde do estômago". Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menorincidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre ocolesterol, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.

Doenças do aparelho urinário: Estudos mostram que o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese.

Diabetes: o vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 2 (não insulino-dependente). Além disto, o vinho reduz as chances de morte por infarto do miocárdio em pacientes com diabetes tipo 2. Em mulheres, um estudo mostra que o vinho pode reduzir as chances de surgimento de diabetes.

Sangue e anemia: O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.

Ossos: alguns estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Visão: O vinho reduz a degeneração macular, causa comum de cegueira em idosos.

Câncer: A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos decâncer despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho sensata e regularmente têm menor chance de desenvolverLinfoma não-Hodgkin.

Como foi dito repetidas vezes, o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade. Muito ainda precisa ser entendido sobre os reais efeitos, benéficos e maléficos, do vinho sobre a saúde antes de torná-lo a panacéia universal para as moléstias do mundo moderno. Entretanto, em pouquíssimas situações, um remédio pôde ser tão infinitamente agradável e prazeroso.

 

Fonte: Dr. Gustavo Andrade de Paula (médico e diretor de Degustação da ABS-SP/Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo) Via: News.med.br Noticias e informações sobre saúde.

Link da matéria=> http://bit.ly/17JO9Hx

12abr/130

Vinho tinto: fonte de juventude

 

Você já ouviu falar em resveratrol? É uma substância com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias encontrada na casca e nas sementes das uvas vermelhas. Se você se preocupa com os efeitos da idade, saiba que estudos comprovaram que o resveratrol atua em um conjunto de genes associados ao envelhecimento, retardando o processo em tecidos como o cerebral, o muscular e o cardíaco.

O resveratrol pode ser encontrado em bons vinhos e em sucos de uva orgânicos. Convidamos o enólogo Ivan Regina para esclarecer sobre este e outros benefícios do consumo de vinho para a nossa saúde.

O que é resveratrol?

Resveratrol é um potente polifenol encontrado na casca das uvas, especialmente das tintas (vermelhas)e faz parte do sistema imunológico da fruta.

Quando o vinho tinto é produzido, as cascas ficam em contato com o sumo das uvas, concentrando o polifenol.

Quais são os benefícios?

Os principais são a redução do LDL, conhecido como "mau colesterol" e o aumento do HDL, o "bom" sendo assim ocorre a diminuição de riscos de acidentes cardiovasculares e derrames cerebrais.

Outros benefícios potenciais permanecem em estudo, como a diminuição do risco de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, de pele e de próstata.

Há comprovação e estudos?

Tudo começou com Serge Renaud, epidemiologista francês que pesquisou e comparou as taxas de acidente cardiovasculares de diversos países com diferentes tipos de alimentação.Enquanto as menores taxas estão nos países do Oriente, com baixo consumo de carne animal, logo em seguida vem a França, com uma alimentação rica em gordura, como a manteiga e o azeite.

Serge comprovou que esta baixa taxa se devia ao vinho, consumido diariamente por boa parte da população. Isto ficou conhecido como o "Paradoxo Francês".

Hoje existe uma rede de pesquisadores médicos, atuando na Europa, na América do Norte e no Brasil visando estabelecer a abrangência dos benefícios do consumo regular de vinho na saúde humana.

Uva e sucos de uva também têm propriedades benéficas?

Uvas tintas e suco de uvas tintas também contêm o resveratrol, mas ainda não se sabe se o álcool, que só existe no vinho, potencializa a ação benéfica do resveratrol nos seres humanos.

Qual a quantidade de vinho indicada para consumo diário?

Um consumo aproximado de 250 mililitros (um terço de uma garrafa normal) diário para os homens e de 200 mililitros para as mulheres.

Para se beneficiar do resveratrol, cerca de 150 mililitros diários são suficientes, consumidos com regularidade.

Sempre é bom consultar seu médico para estabelecer se você pode beber vinho e qual a melhor quantidade para sua condição física.

Existem outros benefícios do consumo de vinho?

Ainda está sendo estudada a extensão dos benefícios do vinho, mas já sabemos que seu consumo, junto a uma dieta nutricional sadia e equilibrada, aumenta a expectativa de vida e sua qualidade. Só para exemplificar, os habitantes da Ilha de Creta (dieta mediterrânica e consumo regular de vinhos), têm 98% menos de chance de morrer de um ataque cardíaco que um norte americano.

Quais são boas opções de vinho?

Aqui no Brasil podemos escolher vinhos do mundo inteiro. Os brasileiros, argentinos e chilenos têm boa relação custo/benefício. Na Europa os países mais tradicionais na produção dos vinhos são: França, Itália, Espanha e Portugal. Há, portanto, possibilidade de escolhermos bons vinhos em todas as faixas de preço, lembrando que os tintos são mais recomendados para a saúde, mas os brancos também são ótimos companheiros de mesa.

Com quais alimentos podemos combinar vinhos?

A harmonia dos vinhos pode ser simplificada em: vinhos brancos para peixes e frutos do mar, vinhos tintos para carnes. Vinhos mais leves para pratos mais ligeiros, vinhos mais encorpados para pratos mais potentes. Com o tempo você vai vendo as combinações entre vinho e alimento, não só as clássicas como aquela que o seu paladar mais aprecia.

 

Fonte: http://bit.ly/10Zfvpe

25mar/130

Conheça os 100 melhores vinhos do mundo

Uma lista que reúne as melhores uvas, os produtores mais experientes e um júri altamente especializado

O Wine Spectator é um site especializado no mundo dos vinhos que, desde 1988, divulga a lista dos cem melhores rótulos do ano. O ranking com as melhores safras e variedades testadas pelos organizadores do site em 2011 já foi divulgada.

No total, são 12 meses provando vinhos do mundo todo para, no ano seguinte, montar uma lista que reflita quais são as últimas tendências do mercado, os produtores que merecem destaque e as regiões do mundo que estão se sobressaindo na vinicultura.

A lista de 2011 contou com a análise de mais de 16 mil rótulos feita pelos editores do site. Os jurados avaliaram e atribuíram notas aos vinhos a partir de testes cegos realizados com bebidas das mais diversas origens. Das 16 mil garrafas que passaram pelo crivo dos apreciadores, 5,4 mil receberam notas bastante altas – em geral, alcançado a marca de 90 pontos em uma escala que vai até 100 – o que obriga os organizadores a serem mais criteriosos em seus julgamentos.

Sendo assim, a lista foi refinada por quesitos como a qualidade, o preço, a disponibilidade e outro fator especial – determinado pela surpresa de provar um vinho excelente produzido por uma pequena vinícola em uma região afastada ou uma safra surpreendentemente saborosa vinda de uma marca já consagrada.

No fim, a lista dos cem melhores vinhos de 2011 traduz a opinião dos editores, assim como a sua paixão pelos vinhos que tiveram o prazer de degustar. Os lugares mais altos do ranking representam 12 países e mantêm um alto padrão de qualidade, com uma nota média de 93 pontos.

Confira um pouco sobre os vinhos mais bem cotados, segundo grandes apreciadores de uma das bebidas mais antigas do mundo.

Qualidade em números

Apesar de degustarem vinhos das mais diversas procedências, apenas 12 países foram selecionados na lista dos melhores rótulos do ano. Os países eleitos e o número de vinhos que trazem para o ranking são:

Estados Unidos – 38 vinhos
Itália – 20 vinhos
França – 15 vinhos
Espanha – 6 vinhos
Portugal – 4 vinhos
Argentina – 2 vinhos
Austrália – 2 vinhos
Nova Zelândia – 2 vinhos
África do Sul – 1 vinho
Alemanha – 1 vinho
Áustria – 1 vinho
Grécia – 1 vinho

Além de ser o país com mais representantes na lista, é dos Estados Unidos a melhor bebida de 2011, que recebeu 95 pontos e é produzida na Califórnia. O primeiro lugar do ranking repete o feito de 2010, cujo vencedor também foi um vinho californiano, mas perde na nota que, no ano anterior, foi 98 pontos.

A grande quantidade de vinhos provenientes dos Estados Unidos impressiona os especialistas e apreciadores da bebida, especialmente porque dos 38 rótulos americanos, quatro estão bem no topo do ranking, entre os dez melhores. Já a Itália conseguiu colocar apenas dois, dos vinte vinhos eleitos, nos lugares mais altos da lista. Nesse quesito, a França ganha, com apenas 15 vinhos na lista, mas três deles entre os dez melhores do mundo.

Ao analisarmos a lista para identificarmos a produção sul-americana, vemos que apenas nossos hermanos do Chile e da Argentina conseguiram colocar na lista um rótulo de cada país. O vinho argentino alcançou a 58ª posição e o exemplar chileno entra de raspão e ocupa a última posição do ranking. Em 2010, os países latinos tiveram mais sucesso e emplacaram cinco representantes argentinos e três chilenos.

Mais uma vez, os vinhos do Douro, produzidos em Portugal, confirmam sua qualidade ao aparecerem na lista duas vezes consecutivas, em 2010 e 2011. Nessa edição do ranking, o país garantiu, ao todo, quatro rótulos entre os cem melhores do mundo, mas ficou atrás de seus vizinhos Espanha e França.

Os vencedores do ano

10º lugar – Gigondas Valbelle 2009 (França)

Um blend das uvas Grenache e Syrah confere a qualidade desse vinho. Produzido no sul da França pela vinícola Château de St. Cosme, o rótulo alcançou a marca de 94 pontos no ranking da Wine Spectator. A safra rendeu pouco mais de mil caixas de um vinho encorpado, vendido a um preço médio de US$ 58 e ideal para armazenar em adegas.

 

9º lugar – La Guiraude 2009 (França)

O vinho é uma seleção dos melhores lotes produzidos pela Alain Graillot, constituído 100% de uvas Syrah provenientes de vinhedos do planalto de Crozes, no sul da França. A safra resultou em frutas de uma acidez fresca que, combinada com o envelhecimento em tonéis de carvalho, deu maior complexidade à bebida. Com 94 pontos e preço médio de US$ 55, apenas 650 caixas foram produzidas.
8º lugar – Barolo Ciabot Mentin Ginestra 2006 (Itália)

A bebida produzida na vinícola Domenico Clerico, além de muita qualidade, reserva sua história. O espaço, que pertencia ao pai de Domenico, costumava produzir uvas e vendê-las para uma cooperativa nos anos 1970. Desde que começou a produzir seus próprios vinhos, em 1982, a vinícola passou a prezar pela alta qualidade de seus produtos. O oitavo lugar da lista foi avaliado com 96 pontos e é comercializado por U$S 90, em média. A safra 2006 produziu 1,5 mil caixas.

7º lugar – Touriga Nacional Douro 2008 (Portugal)

Em vez de usar um blend, os vinicultores João Ribeiro e Francisco Ferreira, da Quinta do Vallado, apostam na pureza das uvas Touriga Nacional para compor seu vinho. Produzido na região do Douro e premiado com 95 pontos, o rótulo da safra de 2008 garante uma bebida escura, concentrada e elegante. A produção rendeu pouco mais de duas mil caixas e cada garrafa pode ser encontrada por cerca de US$ 55.

 

6º lugar – Ursa Columbia Valley 2008 (Estados Unidos)

 

O vinicultor Lance Baer fundou sua fábrica em 2000, produzindo vinhos com as uvas do vale da Columbia, em Washington, nos Estados Unidos. Depois de sua morte, a família assumiu a vinícola, contando com a consultoria de Erica Orr. A produção de vinhos Ursa sempre impressionou pela pureza do sabor, mas o vinho da safra de 2008, com um blend de uvas Merlor e Cabernet Franc, é considerado o melhor vinho produzido pela empresa até hoje. A análise da Wine Spectator deu ao vinho 95 pontos. Foram produzidas mais de mil caixas e as garrafas são vendidas por aproximadamente US$ 35.

5º lugar – Pinot Noir Russian River Valley 2008 (Estados Unidos)

Desde a fundação da vinícola Dehlinger, os produtores sempre acreditaram nas uvas Pinot Noir produzidas na região do Russian River Valley, nos Estados Unidos. Seus vinhos sempre foram feitos com a valorização do trabalho artesanal e envelhecidos em tonéis com o objetivo de extrair, desenvolver e preservar ao máximo o sabor das frutas. O vinho produzido a partir da safra de 2008 mantém as características marcantes da vinícola e, por isso, recebeu 95 pontos. Pouco mais de mil caixas foram produzidas e as garrafas podem ser encontradas por cerca de U$S 50.

4º lugar – Brunello di Montalcino 2006 (Itália)

Os 30 acres de plantação de uvas da Agricola San Felice foram adquiridos por volta da década de 1980. Das vinhas que datam dos anos 60, são colhidas as uvas que compõem o vinho Brunello. Depois de produzido, o vinho foi envelhecido por três anos em barris de carvalho eslavo e ainda passou mais um ano amadurecendo após ter sido engarrafado – esses dois fatores resultaram em um vinho de altíssima qualidade, avaliado com 96 pontos. A produção rendeu sete mil caixas e cada vinho custa, em média, U$S 50.

3º lugar – Vouvray Moelleux Clos du Bourg Première Trie 2009 (França)

A supremacia deste vinho se mostra desde a produção das uvas. Cultivadas em um solo argiloso, a vinícola Domaine Huët é uma das grandes responsáveis pela produção das melhores uvas Chenin Blanc. Além disso, o clima do ano de 2009 e a colheita manual das frutas colaboraram para termos um vinho doce, com notas frutadas e marcantes. Na avaliação do júri da Wine Spectator, o vinho recebeu 96 pontos. Foram produzidas 760 caixas e as garrafas custam cerca de U$S 69.

 

2º lugar – Cabernet Sauvignon Napa Valley Kathryn Hall 2008 (Estados Unidos)

Os vinicultores Craig e Kathryn Hall aproveitaram o que existe de melhor na região de Napa Valley, nos Estados Unidos, para produzir um vinho de qualidade imbatível. Combinando frutas de quatro plantações diferentes, a bebida recebeu um toque de Merlot para arredondar o sabor e valorizar seu aroma. O resultado foi um dos melhores Cabernets já produzidos, com destaque para sua textura agradável, pureza de sabores e final persistente. O vinho californiano recebeu 96 pontos e teve uma produção de quase 2,5 mil caixas. O preço médio de cada garrafa é US$ 90.

1º lugar – Pinot Noir Sonoma Coast 2009 (Estados Unidos)

O melhor vinho de 2009 é uma prova de quem nem sempre as grandes empresas fabricam os melhores produtos. A vinícola Kosta Browne foi fundada há pouco mais de dez anos por dois garçons – Dan Kosta e Michael Browne – que juntaram suas economias para conquistar o sonho de começar a produzir vinho.
Apostando nas uvas Pinot Noir, em crescente produção na região da Califórnia, nos Estados Unidos, seus primeiros vinhos não tinham nada de surpreendente. Porém, a partir de 2002, a dupla produziu 66 rótulos que passaram pelo crivo da Wine Spectator e alcançaram notas acima de 90 pontos. Lembrando que os sócios não possuem sequer uma vinha e produzem suas bebidas em um galpão alugado.

Então, o ano de 2009 proporcionou uma excelente safra de Pinot Noir e permitiu que Kosta e Browne – agora com apoio financeiro da Vincraft – produzissem 11 rótulos de qualidade insuperável e, dentre eles, o melhor vinho de 2011.

O lote de Sonoma Coast revela a meticulosidade da dupla e a excelente qualidade de suas fontes de uvas. As uvas usadas para compor o melhor vinho do mundo foram colhidas em três plantações diferentes e passaram por um ano de maturação em carvalho fresco. Trabalhando dessa maneira, seria difícil produzir algumas centenas de caixas de um vinho tão superior. No entanto, os sócios surpreendem mais uma vez ao produzirem quase seis mil caixas.

Mesmo com uma pontuação mediana – 95 pontos –, a originalidade e o trabalho dos vinicultores são os elementos fundamentais para produzir um vinho indiscutivelmente bom. As garrafas podem ser encontradas por cerca de U$S 52.

Fonte: Fonte: winespectator.com / Sara Snager

7nov/120

Vinhos em roupas Brancas?

Bate aquele desespero quando um pouco de vinho cai em cima da toalha ou de uma roupa branca. Mas saiba que não podemos nos desesperar e tudo tem uma solução. O segredo principal é não deixar a mancha secar, já que quando o vinho seca na roupa quer dizer que já passou para todas as camadas do tecido – dificultando um pouco a retirada.

Assim que o vinho cair na peça de roupa, passe rapidamente um pouco de papel toalha para tirar o excesso da bebida. Após isso, lave com água morna (ou quente) e sabão neutro. A água quente impede que o vinho penetre no tecido profundamente e dilui o que já está nele.

Se não funcionar, o plano B é mergulhar a peça em um recipiente com leite fervido. Depois de alguns minutinhos, a mancha sai sozinha. Se você estiver em um lugar que é impossível fazer esses passos na hora, a opção é colocar um pouco de sabonete líquido na mancha, deixar agir e colocar de molho em água morna depois.

Receitinhas da vovó também valem, como misturar uma parte de vinagre branco e três de água morna e esfregar o local manchado. Nessas horas, tentamos de tudo para salvar aquela peça branca de uma mancha enorme de vinho!

 

Fonte: Blog Casa Pisani

15out/120

Dicas para beber Vinhos na Primavera.

Brancos, rosés e espumantes são boas pedidas para a estação das flores

Que os amantes de vinho tinto adoram o inverno, isso ninguém duvida. Afinal, o frio típico é ideal para uma taça, principalmente quando feita de uvas mais encorpadas. Mas quem não fica sem o fermentado não precisa lamentar o início da primavera neste sábado (22). Com a chegada da estação e a subida da temperatura nos termômetros, é a vez dos espumantes, brancos e rosés, ganharem espaço na mesa. Confira cinco dicas para aproveitar a bebida durante estação.

Preste atenção na acidez

A acidez dá personalidade ao vinho, principalmente o branco. Segundo o sommelier Ariltol Soarel, da Olegário Pizza e Forneria, é justamente esta característica que dá a sensação de refrescância. Segundo ele, a melhor acidez vem de dos vinhos produzidos em uma região específica de Portugal. "Os vinhos verdes são muito leves e frescos, combinam bem com a estação."

Prefira os mais leves

Existe uma falsa ideia de que brancos e rosés são naturalmente mais leves. Mas isso não é verdade. Segundo Gustavo Roman, proprietário da Pizza Sur, eles têm características diversas e podem ser mais ou menos encorpados. "Depende da uva. Dos brancos, o sauvignon blanc é bem suave, e dos rosés, os do sul da França, do Chile e da Argentina." O Brasil brilha quando o assunto é o espumante. "Os brasileiros são os melhores da América do Sul", garante.

Aproveite para combinar

Um acompanhamento é fundamental para um bom vinho. E se as bebidas para a primavera são mais leves, a comida acompanha o clima da estação. "São ótimos principalmente com frutos do mar, peixes e saladas", diz Antônio Guido, sommelier da Royal Vinhos. Mas até o queijo, tradicional companheiro dos tintos, pode ser degustado. "O queijo de cabra é mais leve, combina bem. O gruyère também é uma boa pedida."

Beba gelado (mas não demais)

Graças ao calor que a primavera traz, muita gente usa e abusa das salmouras para gelar os vinhos brancos, rosés e espumantes. Mas deixar a temperatura baixa demais pode prejudicar o sabor. "Quando fica estupidamente gelado, o vinho não mostra todo sabor. O gelo é ótimo, ajuda a refrescar, mas tem que ser na medida certa", diz Arilton Soarel. Para não errar, use só um balde com água e gelo. "É a temperatura ideal para a maioria dos vinhos mais refrescantes."

Não fique só no jantar

A primavera permite certas ousadias com o horário do vinho. Quem costuma degustar a bebida só no jantar pode aproveitar a estação para experimenta também de manhã. "Em um brunch, pode ser uma boa. Mas beber de tarde em um quintal, como aperitivo antes de um jantar ou até mesmo sobremesa, tem tudo a ver", garante Roman. Para ele, o mais indicado para estas ousadias é o espumante. "É uma bebida que não tem horário."

 

Fonte: Veja BH

11set/120

O Vinho e a Saúde da Mulher

O vinho é um alimento que foi concebido pelos deuses para enaltecer a saúde, a beleza e o espírito da mulher. Nenhum alimento é mais apropriado a virtuose feminina que o vinho.

Todas as virtudes terapêuticas do vinho para os homens beneficiam também as mulheres. Mas o vinho reserva alguns favores exclusivos para as mulheres. É deles que vou me ocupar aqui.

As ações benévolas do vinho para a saúde só ocorrem se ele for bebido com moderação, regularmente, junto com as refeições e por quem não tenha contra-indicação ao uso de bebidas alcoólicas.

Os efeitos benéficos do vinho se devem um pouco ao baixo teor de álcool e muito aos Polifenóis e sua convivência harmônica com outros compostos. 60% dos Polifenóis vêm da semente da uva, 33% da casca, o resto da polpa, pedicelo e madeira. É por isso que, como regra, os vinhos tintos têm mais virtudes para a saúde que os vinhos brancos.

O adenocarcinoma de mama é o câncer que mais mata as mulheres. Ele tem uma relação direta com a ingestão de bebidas alcoólicas, isto é, quanto mais álcool uma mulher ingere maior a probabilidade dela ter esta doença. Isto está bem documentado em uma metanálise de 53 estudos epidemiológicos, incluindo 584.515 mulheres com câncer de mama. Este trabalho foi feito com a colaboração de vários pesquisadores e publicada no British Journal of Cancer, em 2002. Inúmeros estudos (mais de 10 nos últimos dois anos) mostram que quando a bebida ingerida é o vinho, há uma proteção ao desenvolvimento deste tipo de câncer. Várias outras pesquisas mostram os mecanismos pelo qual se dá esta proteção: a ação protetora do Resveratrol sobre os receptores estrogênicos da mama; a inibição da alteração do DNA que gera as células cancerosas, bloqueio do crescimento e disseminação destas células e também porque alguns Polifenóis (como a Quercitina) aumentam a apoptose – morte programada – da célula cancerosa.

As mulheres que bebem vinho regularmente, moderadamente e junto às refeições têm 50% menos chance de desenvolverem câncer de ovário. Isso foi o que constatou a Drª Penny Webbi da Austrália, estudando 696 mulheres com este tipo de neoplasia e mais 786 outras mulheres, sem a doença, num grupo controle. As mulheres que bebiam regularmente destilados e cerveja tinham tanto câncer de ovários quanto as abstêmias e as que bebiam vinho tinto tinham uma proteção um pouco maior do que as que tomavam vinho branco.

As mulheres que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente com as refeições têm atenuadas as manifestações de climatério e menopausa, foi o que constatou o Dr. Calabrese da Itália. O climatério e a menopausa ocorrem quando o ovário – glândula sexual feminina – entra em falência e diminui muito a produção de estrógeno – o hormônio feminino. O Resveratrol – um dos 200 Polifenóis do vinho – tem uma similaridade estrutural e funcional muito grande com o Estrogênio. Por essa semelhança ele é reconhecido como um fito-estrógeno e age atenuando as manifestações do climatério e menopausa que afligem tantas mulheres no final da vida reprodutiva.

As mulheres que têm o hábito regular de tomar bebidas alcoólicas custam mais para engravidar. O Dr. Tolstrup e outros pesquisadores demonstraram uma relação direta entre o consumo de bebidas alcoólicas e infertilidade feminina. Mas a equipe do Dr Juhl, estudando 29.844 grávidas na Dinamarca, constatou esta relação apenas para as mulheres que consumiam cerveja e destilados e uma relação inversa para as mulheres que tomavam vinho. Outros estudos mostraram a mesma coisa: mulheres com hábito regular de beber vinho moderadamente com as refeições engravidam mais fácil que as abstêmias e bem mais rápido que as que tomam outros tipos de bebidas alcoólicas.

A osteoporose é uma condição clínica na qual o osso descalcifica e perde massa – fica poroso. Ela faz parte do processo natural do envelhecimento. Conforme avançamos em idade o nosso esqueleto vai descalcificando e os nossos ossos ficando mais frágeis. A osteoporose ocorre, sobretudo, nas mulheres quando entram na menopausa. A menopausa e a perda de massa óssea ocorrem pela deficiência de estrogênio. Existe um estudo muito bonito feito na França, com 7.598 mulheres com mais de 75 anos de idade que mostrou que as que tinham o hábito regular de tomar até três taças de vinho por dia, junto com as refeições, ganhavam massa óssea, contrariando a História Natural do envelhecimento. Isso acontece porque alguns Polifenóis que existem em abundância no vinho estimulam os osteoblastos – células que formam osso – e inibem o osteoclastos – células que destroem o osso. E também porque o Resveratrol tem uma semelhança estrutural e funcional com o estrogênio – o hormônio feminino que, entre outras coisas, preserva a arquitetura óssea.

Outra dádiva do vinho para as mulheres é sobre a pele – o órgão que mais expõem as crueldades do envelhecimento. Os Polifenóis do vinho melhoram muito a consistência e a elasticidade da pele, isso porque eles inibem a colagenase e a elastase, duas enzimas que destroem o colágeno e a elastina, responsáveis pela consistência e elasticidade deste órgão do revestimento. Além disso, eles melhoram muito a hidratação e a microcirculação da pele, dando-lhe mais vida. Estes efeitos dos Polifenóis ocorrem tanto se eles forem aplicados direto sobre a pele quanto se ingeridos. E quando aplicados direto na pele e ingeridos, as ações se potencializam. Esse efeito sobre a pele é tão impressionante que hoje existem inúmeros tratamentos de beleza e cosméticos feitos a base de óleo de semente de uva e vinho.

O governo americano tem uma vigilância muito rígida sobre a saúde do seu povo através dos CDC (Centers for Disease Control). A Drª Ann Malarcher, uma pesquisadora deste órgão, veio a público em 2001 para chamar a atenção para o fato de mulheres jovens (entre 15 e 44 anos de idade) que tomam até duas doses de bebidas alcoólicas por dia têm 60% menos Derrame Cerebral do que as abstêmias. E quando esta bebida alcoólica é o vinho a probabilidade de desenvolver essa doença é menor ainda. Esses dados epidemiológicos são tão relevantes que hoje a própria Associação Americana do Derrame Cerebral (NSA – National Stroke Association) reconhece que as mulheres que tomam vinho regularmente e moderadamente com as refeições têm menos Derrame Cerebral e que as mulheres que já tiveram esse mal e passam beber vinho regularmente e moderadamente têm menos chance de ter um novo episódio da doença.

A ingestão regular e moderada de vinho diminui a circunferência abdominal tanto em homens como em mulheres, foi a conclusão da pesquisa desenvolvida ao longo de 10 anos pelo Dr Vadstrup e colegas. Estes dados surpreendentes foram extraídos do “Estudo do Coração da Cidade de Copenhagem”. A população desta cidade está sendo observada há vários anos neste grande projeto de pesquisa. A medida da circunferência abdominal, como a medida da Pressão Arterial e do Colesterol sanguíneo, são um determinante de risco para ataques cardíacos e por isso objeto da observação. Quando os pesquisadores foram analisar o perímetro do abdome no grupo de pacientes que tinha o hábito regular de tomar diferentes tipos de bebidas alcoólicas encontraram este instigante dado: os que bebiam vinho diminuíam a circunferência abdominal, ao contrário dos que tomavam cerveja e destilados. Outros estudos, como feito pelo Dr. Yoshikawa mostraram que alguns dos polifenóis, que existem em quantidade apreciável no vinho, destroem gorduras por inibição de enzimas metabolizadoras de gordura como a lipase pancreática, a lipase lipoprotéica e a glicerofosfatodesidrogenase.

É por isso tudo que eu penso que o vinho é um alimento que foi concebido pelos deuses para enaltecer a saúde, a beleza e o espírito da mulher.

Autor: Dr. Jairo Monson de Souza Filho
e-mail: jairo@monson.med.br

Fonte: Vinhos Net

6ago/120

Vinho e música: O que combina?

O que combina mais com vinho: Jazz ou rock?
Muitos dirão Jazz. Mas recentemente, Clark Smith, um grande provocador da indústria do vinho mundial, criou uma teoria sobre isso. A partir de agora, você nunca vai beber um vinho e ouvir música do mesmo jeito.
Música influencia a forma como você sente o sabor do vinho. Isso parece óbvio, e é a razão pela qual degustações profissionais são feitas em silêncio. Se os alimentos, copos, temperatura, perfume, e as pessoas sentadas ao seu lado todos influenciar o gosto do vinho, por que não a música?
Sua premissa é que diferentes músicas fazem com que alguns vinhos tenham um melhor gosto e outros pior – levando em conta um ponto importantíssimo: o tipo do vinho.
Assim, não é possível gravar um cd genérico com título “música para beber vinho” porque uma canção que pode dar um grande sabor a um Pinot Noir pode fazer Cabernet Sauvignon ter gosto horrível. Você tem que prestar atenção na combinação da música com o vinho.
Para comprovar sua teoria, Smith passou meses com vários painéis de degustação de amostragem de 150 vinhos diferentes com 250 músicas diferentes para encontrar harmonias e discordâncias. Ele trabalhou um conjunto de alguns dos exemplos mais convincentes de que ele está começando a apresentar a grupos industriais.
Por exemplo, Cabernet Sauvignon é uma uva tinta potente e seus vinhos tendem à evoluir, tanto com o tempo, até mesmo na boca. Normalmente tem notas características desta uva, como amora, ameixa, baunilha e cacau, por exemplo. Esta ideia de evolução e potência nos lembra um jazz mais pesados, que utiliza todos os metais (trompete, clarineta, sax tenor, por exemplo) e um bom piano. Há também uma bela combinação de rock com cabernet. Algumas bandas como Black Keys e Rage Against The Machine podem trazer um bom tom à ‘harmonização’ da uva.
Mas há um fator que também deve ser levado em conta sobre a música: da mesma forma em que ela pode transformar o gosto do vinho, a música também consegue mudar o estado de espírito o indivíduo. Então, isso não quer dizer que você tem que gostar de punk rock para gostar de cabernet. A harmonização vai de acordo com o sentimento, o momento e tudo o que está em volta no momento em que o vinho é bebido.
E para você, qual é a música do seu Cabernet?

Fonte: Casa Pisani.

29jun/120

Brasil se prepara para a 20ª Avaliação Nacional de Vinhos

Edição histórica traz novidades que refletem a evolução da produção vitícola. Vinícolas de todo o país já podem inscrever amostras que serão degustadas durante três semanas por mais de 120 enólogos. A seleção dos vinhos representativos será apresentada ao grande público somente em setembro

A Avaliação Nacional de Vinhos chega a sua 20ª safra trazendo novidades. As mudanças mais significativas estão nas categorias dos vinhos, que espelham o desempenho da produção vitícola. Sensível a essas transformações, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) – promotora do evento –, elimina a categoria de vinho rosé e altera o número de amostras dos vinhos brancos finos secos aromáticos, tintos finos secos e base para espumante, permitindo assim expressar uma representatividade moldada ao volume de produção dos diferentes vinhos em cada categoria. As vinícolas têm até o dia 29 de junho para inscrever suas amostras. O resultado será apresentado ao grande público em 29 de setembro, em Bento Gonçalves.

O presidente da ABE, enólogo Christian Bernardi, explica que as alterações no regulamento da Avaliação sempre acompanharam a evolução do evento. “O cenário vitícola muda conforme o desempenho de cada safra. Isso não depende do mercado, mas está intimamente ligado à produção que é justamente o que estamos avaliando”, esclarece.

A baixa representatividade dos vinhos rosé levou a entidade a eliminar essa categoria. Também foi reduzido de duas para uma amostra a classificação dos brancos finos secos aromáticos. Por outro lado, os tintos finos secos, que previam a classificação de seis amostras, agora terão sete vinhos destacados. O mesmo acontece na categoria de vinho base para espumante, que passa de duas para três amostras. “Essa readaptação da classificação dos vinhos em suas categorias nada mais é do que uma releitura da produção nacional. A Avaliação sempre foi o espelho de nossa produção e vai continuar sendo”, destaca Bernardi.

O prazo para as vinícolas enviarem suas inscrições encerra dia 29 de junho (regulamento de participação está disponível no site www.enologia.org.br). Enquanto isso, a ABE trabalha para compor o painel de degustadores formado por enólogos brasileiros. As amostras inscritas, depois de coletadas diretamente nas vinícolas a partir do dia 16 de julho, serão avaliadas durante o mês de agosto por 120 enólogos, divididos em quatro grupos. Cada grupo terá uma semana para degustar um quarto das amostras. O resultado será apresentado ao grande público no dia 29 de setembro, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Para participar deste grande dia, os apreciadores deverão aguardar o período das inscrições que inicia no final de agosto.

Mas as novidades não se restringem aos vinhos, grandes estrelas do evento. Para celebrar os 20 anos da Avaliação Nacional de Vinhos, a ABE prepara muitas surpresas que deverão impressionar os apreciadores da bebida.

CATEGORIAS DOS VINHOS
I – Branco Fino Seco Não Aromático – quatro amostras
II – Branco Fino Seco Aromático – uma amostra*
III - Tintos Finos Secos – sete amostras*
IV – Tinto Fino Seco Jovem – uma amostra
V – Vinho Base para Espumante – três amostras*
* Categorias que sofreram alteração

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Fonte: ABE - Associação Brasileira de Enologia