Vinho e Saúde: confira artigo sobre os benefícios do vinho para a saúde
Um pouco de História
Desde a antigüidade, o vinho apresenta-se intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Os primeiros praticantes da arte da cura, na maioria das vezes curandeiros ou religiosos, já empregavam o vinho como remédio. Papiros do Egito antigo e tábuas dos antigos Sumérios (cerca de 2200 a.C.) já traziam receitas baseadas em vinho, o que o torna a mais antiga prescrição médica documentada.
O grego Hipócrates (cerca de 450 a.C.), tido como o pai da medicina sistematizada, recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, um veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável. Para ele, cada tipo de vinho teria uma diferente função medicinal.
Galeno (século II d.C.), o mais famoso médico da Roma antiga, empregava o vinho na cura das feridas dos gladiadores, agindo este como um desinfetante.
Também os Judeus antigos tinham o vinho como medicamento. Segundo o Talmud, "sempre que o vinho faltar, a medicina tornar-se-á necessária".
Foi na Universidade de Salermo (Itália), fundada no século XI, que a importância do vinho sobre a dieta e asaúde foi codificada. Lá, correntes clássicas e árabes se fundiram, fornecendo as bases da medicina européia. O "Regime de Salermo" especificava "diferentes tipos de vinho para diversas constituições e humores".
Avicena (século XI DC), talvez o mais famoso médico do mundo árabe antigo, reconhecia a importância do vinho como forma de cura, embora seu emprego fosse limitado por questões religiosas.
O uso medicinal do vinho continuou por toda a Idade Média, sendo divulgado principalmente por monastérios, hospitais e universidades.
Até o século XVIII, muitos consideravam mais seguro beber vinho do que água pois esta era, freqüentemente, contaminada. Conta a lenda de Heidelberg, na Alemanha, que o guardião do grande barril (Große Faß) onde o soberano guardava todo o vinho recolhido como imposto, só bebia vinho. Seu nome era "Perkeo" (do italiano “Perche no” - por que não). Certa feita deram um líquido diferente para que ele bebesse e este morreu imediatamente. O tal líquido assassino era nada mais nada menos que água.
Em 1865-66, Louis Pasteur, o grande cientista francês nascido na região do Jura (terra dos famosos vin jaunee vin de paille), empregou o vinho em diversas de suas experiências, declarando que o vinho é "a mais higiênica e saudável das bebidas".
Em 1892, durante a grande epidemia de cólera em Hamburgo, o vinho era adicionado à água com intuito de esterilizá-la.
A partir do final do século XIX, a visão do vinho como medicamento começou a mudar. O alcoolismo foi definido como doença e os malefícios de seu consumo indiscriminado começaram a ser estudados. Nas décadas de 70 e 80, o consumo de álcool foi fortemente atacado por campanhas de saúde pública exaltando as complicações de seu uso em excesso. Entretanto, várias pesquisas científicas bem conduzidas têm demonstrado que, consumido com moderação, o vinho traz vários benefícios à saúde.
O consumo moderado
"Nem muito e nem muito pouco" parece ser o princípio para se realçar os efeitos benéficos do vinho sobre asaúde. Entretanto, as autoridades de saúde de vários países têm encontrado dificuldade em estipular o que pode ser considerado "consumo sensato". Na França, a ingestão de até 60 g de álcool por dia é segura para homens. Por outro lado, no Reino Unido, recomenda-se menos de 30 g por dia.
Vários são os fatores que influenciam estes limites: sexo, idade, constituição física, patrimônio genético, condições de saúde e uso de outras substâncias (drogas, medicamentos etc). Em linhas gerais, um homem pode consumir até 30 g de álcool por dia. Para as mulheres, por diversas razões (menor tolerância, menor proporção de água no organismo etc) recomenda-se até 15 g por dia. A diferença entre consumo moderado e exagerado pode significar a diferença entre prevenir e aumentar a mortalidade.
Além da quantidade, a regularidade também é importante para se obter os efeitos benéficos do vinho. Os que exageram nos finais de semana e se poupam nos outros dias podem sofrer todos os malefícios da ingestão exagerada e aguda do vinho sem nenhum ganho para a saúde.
O Paradoxo Francês
Uma grande reviravolta na relação entre vinho e saúde ocorreu no início da década de 90 com a divulgação do Paradoxo Francês. Durante um programa de televisão nos EUA, o cientista francês Serge Renaud mostrou que estudos epidemiológicos em escala mundial evidenciaram que os franceses apresentavam 2,5 vezes menos mortes por doenças coronarianas que os americanos, apesar de fumarem muito e consumirem a mesma quantidade de gorduras. A principal explicação para tal paradoxo estaria no consumo regular e moderado de vinho. Como era de se esperar, após a transmissão do programa, o consumo de vinho tinto nos EUA multiplicou por 4. Tal paradoxo foi, posteriormente, publicado na revista inglesa The Lancet, uma das mais conceituadas revistas médicas do mundo, dando origem a uma enxurrada de artigos sobre os benefícios do vinho sobre a saúde nos tempos modernos.
Álcool, taninos, flavonóides, catecinas, resveratrol, etc
Há muito sabe-se que o álcool, consumido em pequenas doses regulares, traz benefícios para a saúde. Estudos epidemiológicos mostram que o álcool presente no vinho, cerveja e destilados pode diminuir amortalidade por infarto do miocárdio, isquemia cerebral etc. Entretanto, o vinho é quem mais desperta interesse dos cientistas por apresentar, além do álcool, diversas substâncias antioxidantes em sua composição. Entre os mais de 1000 compostos encontrados no vinho, os polifenóis (flavonóides, taninos, catecinas, resveratrol etc) são os mais estudados.
Os polifenóis, derivados de várias plantas, são os antioxidantes mais encontrados em nossa dieta. De acordo com sua origem, apresentam diferentes estruturas químicas. Atualmente, vários estudos têm demonstrado que o resveratrol, um antioxidante natural presente em vinhos tintos e brancos, está associado com os efeitos benéficos do vinho na doença coronária. Além disso, em laboratório, o resveratrol tem mostrado efeito protetor contra o câncer, embora estes resultados ainda não tenham sido demonstrados na prática clínica. Também controversa é a hipótese de que os flavonóides parecem mostrar um efeito protetor contra doenças cardiovasculares, atuando sobre o LDL (colesterol ruim).
Vinho e Saúde: Alguns fatos
Doenças coronárias: o consumo moderado de vinho controla os níveis sangüíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio.
Doenças do cérebro: Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir o risco dedemência, incluindo o Mal de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais. É intrigante notar que, proporcionalmente falando, a ação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos. Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais. Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, com o fazem com a circulação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.
Doenças respiratórias: Experimentos recentes têm demonstrado que o vinho é capaz de reduzir as chances de uma infeção pulmonar, sendo mais eficaz que alguns antibióticos modernos.
Doenças do aparelho digestivo: Há vários séculos, São Paulo já recomendava "um pouco de vinho para asaúde do estômago". Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menorincidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre ocolesterol, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.
Doenças do aparelho urinário: Estudos mostram que o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese.
Diabetes: o vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 2 (não insulino-dependente). Além disto, o vinho reduz as chances de morte por infarto do miocárdio em pacientes com diabetes tipo 2. Em mulheres, um estudo mostra que o vinho pode reduzir as chances de surgimento de diabetes.
Sangue e anemia: O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.
Ossos: alguns estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.
Visão: O vinho reduz a degeneração macular, causa comum de cegueira em idosos.
Câncer: A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos decâncer despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho sensata e regularmente têm menor chance de desenvolverLinfoma não-Hodgkin.
Como foi dito repetidas vezes, o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade. Muito ainda precisa ser entendido sobre os reais efeitos, benéficos e maléficos, do vinho sobre a saúde antes de torná-lo a panacéia universal para as moléstias do mundo moderno. Entretanto, em pouquíssimas situações, um remédio pôde ser tão infinitamente agradável e prazeroso.
Fonte: Dr. Gustavo Andrade de Paula (médico e diretor de Degustação da ABS-SP/Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo) Via: News.med.br Noticias e informações sobre saúde.
Link da matéria=> http://bit.ly/17JO9Hx
Vinho tinto: fonte de juventude
Você já ouviu falar em resveratrol? É uma substância com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias encontrada na casca e nas sementes das uvas vermelhas. Se você se preocupa com os efeitos da idade, saiba que estudos comprovaram que o resveratrol atua em um conjunto de genes associados ao envelhecimento, retardando o processo em tecidos como o cerebral, o muscular e o cardíaco.
O resveratrol pode ser encontrado em bons vinhos e em sucos de uva orgânicos. Convidamos o enólogo Ivan Regina para esclarecer sobre este e outros benefícios do consumo de vinho para a nossa saúde.
O que é resveratrol?
Resveratrol é um potente polifenol encontrado na casca das uvas, especialmente das tintas (vermelhas)e faz parte do sistema imunológico da fruta.
Quando o vinho tinto é produzido, as cascas ficam em contato com o sumo das uvas, concentrando o polifenol.
Quais são os benefícios?
Os principais são a redução do LDL, conhecido como "mau colesterol" e o aumento do HDL, o "bom" sendo assim ocorre a diminuição de riscos de acidentes cardiovasculares e derrames cerebrais.
Outros benefícios potenciais permanecem em estudo, como a diminuição do risco de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, de pele e de próstata.
Há comprovação e estudos?
Tudo começou com Serge Renaud, epidemiologista francês que pesquisou e comparou as taxas de acidente cardiovasculares de diversos países com diferentes tipos de alimentação.Enquanto as menores taxas estão nos países do Oriente, com baixo consumo de carne animal, logo em seguida vem a França, com uma alimentação rica em gordura, como a manteiga e o azeite.
Serge comprovou que esta baixa taxa se devia ao vinho, consumido diariamente por boa parte da população. Isto ficou conhecido como o "Paradoxo Francês".
Hoje existe uma rede de pesquisadores médicos, atuando na Europa, na América do Norte e no Brasil visando estabelecer a abrangência dos benefícios do consumo regular de vinho na saúde humana.
Uva e sucos de uva também têm propriedades benéficas?
Uvas tintas e suco de uvas tintas também contêm o resveratrol, mas ainda não se sabe se o álcool, que só existe no vinho, potencializa a ação benéfica do resveratrol nos seres humanos.
Qual a quantidade de vinho indicada para consumo diário?
Um consumo aproximado de 250 mililitros (um terço de uma garrafa normal) diário para os homens e de 200 mililitros para as mulheres.
Para se beneficiar do resveratrol, cerca de 150 mililitros diários são suficientes, consumidos com regularidade.
Sempre é bom consultar seu médico para estabelecer se você pode beber vinho e qual a melhor quantidade para sua condição física.
Existem outros benefícios do consumo de vinho?
Ainda está sendo estudada a extensão dos benefícios do vinho, mas já sabemos que seu consumo, junto a uma dieta nutricional sadia e equilibrada, aumenta a expectativa de vida e sua qualidade. Só para exemplificar, os habitantes da Ilha de Creta (dieta mediterrânica e consumo regular de vinhos), têm 98% menos de chance de morrer de um ataque cardíaco que um norte americano.
Quais são boas opções de vinho?
Aqui no Brasil podemos escolher vinhos do mundo inteiro. Os brasileiros, argentinos e chilenos têm boa relação custo/benefício. Na Europa os países mais tradicionais na produção dos vinhos são: França, Itália, Espanha e Portugal. Há, portanto, possibilidade de escolhermos bons vinhos em todas as faixas de preço, lembrando que os tintos são mais recomendados para a saúde, mas os brancos também são ótimos companheiros de mesa.
Com quais alimentos podemos combinar vinhos?
A harmonia dos vinhos pode ser simplificada em: vinhos brancos para peixes e frutos do mar, vinhos tintos para carnes. Vinhos mais leves para pratos mais ligeiros, vinhos mais encorpados para pratos mais potentes. Com o tempo você vai vendo as combinações entre vinho e alimento, não só as clássicas como aquela que o seu paladar mais aprecia.
Fonte: http://bit.ly/10Zfvpe
A Quinta da Lixa
“Este era um desafio há muito pensado. Plantámos em 2005, cerca de 4 hectares de Touriga Nacional para estudar a adaptação da casta e do seu perfil ao terroir da Sub-região do Sousa. A nível de viticultura correu muito bem, seguiu-se o desafio na enologia, criar um rosé touriga nacional” revela, Carlos Teixeira, enólogo responsável.
Há já uma década que a Quinta da Lixa aposta em medidas que visam diminuir a sua pegada ecológica, apesar de ser um facto desconhecido à maioria.
“Acreditamos ser um modelo sustentável, capaz de produzir, de forma natural, vinhos diferenciadores. Mas este processo não finda na produção integrada, vamos até ao fim do ciclo com um centro de reciclagem e com a auto-suficiência energética de toda a propriedade”, confessa Óscar Meireles, Administrador da Quinta da Lixa.
Entre as medidas adoptadas está a produção integrada das vinhas, que visa a diminuição da aplicação de fitofármacos, respeitando o natural desenvolvimento do ecossistema quer a nível da flora quer da fauna.
“A preocupação ambiental existe desde que a empresa nasceu, há 25 anos. Sempre primámos por esta responsabilidade e, como é visível, fomos acompanhando o surgimento de novas tecnologias e processos que nos permitem cada vez mais diminuir a pegada ecológica da Quinta da Lixa”, reforça Óscar Meireles.
Coisas para saber sobre vinhos italianos
Quando pensamos na Itália nos lembramos de coisas boas da alta gastronomia e dos vinhos sofisticados. Mas a Itália é muito mais que isso e merece atenção de nossa parte, afinal, foi ali que nasceu o vinho como o conhecemos hoje. Ânforas encontradas lá indicavam que já consumiam vinho no ano 600 a. C.
A Itália é o principal produtor mundial da bebida. Isto porque produz e consome mais vinho que qualquer outro país. A tradição milenar juntamente com a geografia e o clima propício ao cultivo das uvas, permitiu que a Itália esteja entre os melhores produtores mundiais de vinhos.
Em todo o país é produzido vinho de qualidade, mas é claro que algumas regiões se destacam pelo controle da qualidade da produção. Entre elas, a Toscana, o Vêneto e a Sicília. Já em Piemonte encontramos vinhos tintos que estão entre os melhores do mundo.
Como os rivais franceses, os italianos têm leis para regularizar a produção. Estas leis regem até hoje e ajudaram a consagrar o conceito de Vino da Tavola, ou vinho de mesa. Um padrão de qualidade menos exigente e mais econômico que permite que se tenha sempre vinho na mesa. Mas não pense que o vinho de mesa italiano é sempre uma bebida ordinária. Os consagrados vinhos Chianti ou o Sangiovese que na Itália podem ser comprados por apenas três euros, entrando também nesta categoria.
Além do popular vino da tavola, três categorias se destacam:
I.G.T. (Indicazione Geografica Tipica) Foi criado em 1963 e foi reformulado em 1992 para se tornar equivalente à lei da União Europeia, a denominação de origem protegida (protected designation of origin) que entrou em vigor no mesmo ano.
D.O.C. (Denominazione di Origine Controllata) Esta designação é atribuída a produtos produzidos em regiões geograficamente delimitadas, que cumprem um conjunto de regras. Cerca de 700 vinhos italianos estão nesta classificação, mas poucos desses são comercializados globalmente. Apenas vinte DOCs representam 45% da produção total de DOC do país.
D.O.C.G. (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) Primeiramente classificados em 1970 com a intenção de adicionar uma classificação de qualidade para o topo da pirâmide de vinho. Os 14 vinhos DOCG indicam a mais alta qualidade (controlados e garantidos).
Na Itália encontramos também ótimos vinhos brancos, especialmente da uva Verdicchio, que os italianos sabiamente harmonizam com frutos do mar. Entre os espumantes, o prosecco rivaliza até com o consagrado Champagne francês.
Como se diz na Itália: La vita è troppo breve per bere del vino cattivo. (A vida é muito curta para se beber vinho ruim).
Fonte: http://bit.ly/YWOzWO
Tipos de vinho e suas combinações
Como combinar com pratos:
De forma geral, combine:
• Saladas, petiscos e aperitivos – espumantes secos
• Peixes, frutos do mar, carnes brancas (pratos leves) – vinhos brancos
• Churrasco, carne vermelha em geral, massas, queijos fortes – vinhos tintos secos
• Sobremesas – espumantes doces ou vinhos de sobremesa
De forma detalhada, arrase combinando:
• Peixes, crustáceos e moluscos – vinhos brancos médios
• Peixes mais elaborados – bancos mais encorpados
• Ostras: vinho branco seco
• Entradas feitas com massas - vinho tinto leve
• Risotos - vinho branco ou tinto (conforme a receita)
• Massas com molho branco – vinho branco seco
• Massas com molhos de tomate: vinho tinto médio
• Aves - vinho leve (branco ou tinto). Boa opção para Rosé
• Assados e caças - vinho tinto encorpado
• Sobremesas - pedem Sauternes ou vinho tipo madeira
• Chocolate - Banyuls (um tipo específico de Sauternes) ou Porto
• Frutas - vinho branco meio doce
• Queijos - quando for daqueles que aderem muito às papilas gustativas, prefira um vinho de sabor mais intenso e/ou mais taninoso, uma vez que os taninos coagulam as proteínas
• Queijos de sabor muito intenso - sirva o queijo com pão, torradas ou bolachas. Isso diminuirá o sabor do queijo, não sobrepondo o sabor do vinho
• Queijos frescos com lactose elevada mas com baixa acidez e sal (mozzarella, brie camembert e ricota) - tornam os vinhos mais fortes. Boa opção são vinhos brancos leves - Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e estilos leves de Chardonnay (joves e sem madeira)
• Queijos jovens, com elevada acidez - varietais de Sauvignon Blan e o Vinho Verde
• Queijos com acidez e sal moderados (Cheddas, o Gruyère e o queijo de cabra maturado) - acompanham a maioria dos vinhos, pois seus taninos são atenuados e os sabores de frutas realçados
• Parmesão e queijos azuis (Roquefort, Gorgonzola e Stilton), ricos em sal e acidez, tornam vinhos tintos leves adstringentes. Combinam melhor com vinhos mais pesados e doces, como Porto (Vintage, LBV ou Tawny) e os Sauternes, ou tintos com teor alcóolico elevado como o Barolo e o Amarone.
Principais uvas e aromas
As uvas mais conhecidas e tradicionais são:
Tintos
Aglianico – (Itália)
Alicante Bouschet (garnacha tintorera) – (França, Portugal (Alentejo) e Espanha)
Baga – (Portugal (Bairrada))
Barbera – (Itália (Piemonte), Estados Unidos (Califórnia) e Argentina)
Bonarda – (Itália e Argentina)
Cabernet Franc – (França (Bordeuax, Loire), Argentina, Austrália, Estados Unidos (Califórnia) e Nova Zelândia)
Cabernet Sauvignon – (França (Bordeaux), Estados Unidos (Califórnia), Chile, Argentina, Austrália, África do Sul, Itália e Brasil)
Carignan (cariñena, mazuelo) – (França (Languedoc-Roussillon), Espanha, Estados Unidos (Califórnia))
Carmenère – (Chile)
Cinsault (espagne, hermitage, malaga) – (França, Espanha, África do Sul e Líbano)
Dolcetto – (Itália, Arrentina e Austrália)
Gamay – (França (Borgonha))
Grenache (garnacha) – (França (Rhône), Espanha, Austrália, Itália e Estados Unidos)
Lambrusco – (Itália)
Malbec – (França, Argentina e Chile)
Merlot – (França (Bordeaux), Norte da Itália, Estados Unidos, Chile, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil)
Montepulciano – (Itália)
Mourvèdre (monastrell e mataro) – (França, Espanha e Austrália)
Nebbiolo – (Itália)
Nero d'Avola – (Itália)
Periquita (castelão português, castelão francês) – (Portugal)
Petit verdot – (França (Bordeaux))
Pinot Noir (pinot nero) - (França (Borgonha, Champagne), Chile, Itália, África do Sul)
Pinotage – (África do Sul)
Sangiovese – (Itália, Estados Unidos e Argentina)
Syrah/Shiraz – (França (Rhône), Austrália, África do Sul e Argentina)
Tannat (mandiran) – (Uurguai e França)
Tempranillo (tinto fino, cencibel, tinta roriz aragonês) – (Espanha, Portugal e Argentina)
Touriga francesa – (Portugal)
Touriga Nacional – (Portugal e Austrália)
Zinfandel (primitivo) – (Estados Unidos (Califórnia), Itália)
BRANCOS
Alvarinho (ou Albariño, na Espanha) – (Portugal (vinho verde), Espanha)
Chardonnay – ( França (Borgonha), Estados Unidos (Califórnia), Austrália, Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Argentina, Brasil)
Chenin Blanc (steen) – (França (Loire), EUA, África do Sul (conhecida como steen), Austrália e Nova Zelândia)
Clairette (clairette blanc) – (França e Austrália)
Furmint – (Hungria, Eslováquia, Croácia e Romênia)
Gewürztraminer – (França (Alsácia), Alemanha, Itália, Chile, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia)
Malvasia – (Portugal, Itália e Espanha)
Muscadelle – (França)
Muscat (Moscato e Moscatel) – (França (Alasácia), Portugal, Espanha e Itália)
Palomino – (Espanha, Estados Unidos e Austrália)
Pedro Ximenez – (Espanha)
Pinot Blanc (pinot bianco)- (França (Alsácia), Itália, Áustria e EUA)
Pinot Gris (tokay d'Alsace, pinot grigio) – (França (Alsácia), Itália, Alemanha, Hungria e Nova Zelândia)
Prosecco – (Itália, Brasil)
Riesling – (Alemanha, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, França (Alsácia) e EUA)
Sauvignon Blanc – (França (Loire, Bordeaux), Nova Zelândia, Chile, Áustria e África do Sul)
Sémillon – (França (Bordeaux), Austrália Nova Zelândia, África do Sul, EUA)
Tocai (friulano) – (Itália)
Trebbiano – (Itália, França, África do Sul e Austrália)
Viognier – (França, Austrália, África do Sul e Argentina)
Aromas básicos das principais uvas
Cabernet Sauvignon: groselha preta, cedro, caixa de charutos, mina de lápis, pimenta verde, hortelã, chocolate negro, tabaco, azeitonas.
Merlot: ameixas, rosas, groselha preta, especiarias, frutas, hortelã, mina de lápis, pimentão.
Pinot Noir: framboesas, morangos, cerejas, violetas, rosas, adubo, estrume, caça.
Syrah: framboesas, groselha preta, amoras, pimenta, mistura de especiarias, couro, caça e alcatrão.
Cabernet Franc: pimenta verde, groselha preta (frutos e folhas), casca de batata, morango e chocolate.
Gamay: morango, cereja. No Beajoulais Noveau, banana, pêra, pastilha plástica.
Nebbiolo: alcatrão, alcaçuz, violetas, rosas, ameixas, bolo de frutas, chocolate amargo.
Grenache: Pimenta, framboesa, ervas. No Chateauneuf-Du-Pepe, óleo de linhaça.
Sangiovese: ginja, especiarias, tabaco, ervas.
Tempranillo: morango, especiarias, caramelo.
Zinfandel: amoras, especiarias, pimenta preta acabada de moer.
Malbec: compo
onha), minerais e pederneira (Chablis) e pão tostado.
Sauvignon Blanc: ervas recém-cortadas, groselhas, folhas de corinto em flor, urina de gato (não é algo ruim), aspargos, ervilhas verdes enlatadas, e às vezes, pedras e melão.
Riesling: maçãs verdes, maças assadas e condimentadas, marmelo, laranja, lima (Austrália), maracujá, mel (vinhos doces), toques minerais, petróleo, asfalto e pão tostado.
Gewurztraminer: especiarias (muito gengibre e canela), creme nívea e lichia.
Muscat (moscatel): uvas, laranjas, rosas, pêra, bergamota, passas, açúcar de cevada e açúcar mascavo.
Viognier: flor de mandrágora ou lima, damascos, pêssegos e almíscar.
Chenin Blanc: maçãs, damascos, nozes, mel e maçapão.
Guia de Vinhos
O Deus do vinho, “Dionísio ou Baco, é também o Deus do êxtase (do grego êkstasis – que significa estar fora de si). Quando atingimos o êxtase, sentimos estusiasmo (do grego Théus si mesmus – que significa ter Deus dentro de si)”.
Ou seja: é preciso sair de si, para Deus entrar.

Curiosidades
• O produtor de vinho prepara o solo, reza para a natureza ajudar com o tempo bom, pesquisa métodos para melhoria do produto, engarrafa por anos, e nunca vê sua obra de arte uma a uma. Chega a ser uma ofensa tomar um vinho sem o devido respeito a esse ritual.
• O Apóstolo São Paulo recomendava a seus discípulos que tomassem vinho quando doentes.
• Hipócrates (pai da medicina) foi o primeiro a recomendar vinho como um remédio.
• Luis Pasteur, pesquisador e descobridor da “pasteurização” disse que o vinho é a segunda bebida mais higiénica depois da água.
Benefícios do vinho
• É comprovado que 1 taça de vinho durante as refeições ajuda a combater o colesterol.
• Possui Flavonóides – o combatente mais eficaz dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento e degeneração das células.
• Possui Quercitina – que tem a função anticoagulante e antinflamatória.
• O vinho aumenta o HDL – colesterol bom e reduz o LDL – colesterol ruim.
• Está comprovada a sua eficácia no combate ao mal de Alzheimer.
• O Resveratrol, componente do vinho, inibe a proteína Kappa B, personagem importante no desenvolvimento do câncer.
• Uma pesquisa no japão verificou que pessoas que tomam vinho regularmente tendem a ser mais inteligentes.
Curiosidades:
• Preço
Nunca escolha um vinho pelo preço! Todos os países produzem preciosidades e porcarias. Acredite! Você pode encontrar um bom vinho com um custo/benefício bom.
• Espumante
Podem ser brancos, rosados ou tintos. Sofrem 2 fermentações: a 1º pra transformar em vinho base e a 2º que irá formar o gás carbônico necessário. Geralmente, essa segunda fermentação acontece na própria garrafa ou em barris de aço.
• Branco
Fermentado com uvas brancas ou tintas, mas no caso das tintas, não são fermentados com as cascas.
• Rosé
Todo vinho foi rosado nas primeiras horas de fermentação. São produzidos com umas tintas, mas ficam em contato com as cascas por algumas horas.
• Tinto
Fermentado com as cascas das uvas.
• Prosecco
É um vinho da uva Prosecco cuja segunda fermentação se dá em enormes cubas de aço.
• Champagne
É um vinho produzido na região de Champagne, na França. E só podem ser chamados Champagne se forem produzidos nessa região. Ou seja, esse é o único e verdadeiro líquido doce borbulhante que a gente bebe na vitória porque merece, ou na derrota porque precisa.
• Reserva
Por lei devem envelhecer, no mínimo, 3 anos nos barris de carvalho das adegas.
Escala descrescente de qualidade (generalizada – cada país possui suas peculiaridades)
1) Vinho de mesa (vin de table, vino de tavola, vino de mesa)
2) Vinho regional – indicação geográfica típica
3) Denominação ou apelação controlada – quanto mais precisa a especificação geográfica, melhor a qualidade (na Itália, é comum ver em rótulos: Denominação de Origem Controlada e Garantida, mas não se sabe o motivo). Na França e outros países, há a classificação dos vinhedos – crus – de onde provém a uva.
Temperaturas
De forma geral:
Champangne e Sauternes – 7 graus
Brancos – 8 a 10 graus
Rosés – 10 graus
Beaujolais, Côtes du Rhône, Gringnolinos e Doucetos – 14 graus
Tintos – 17 a 18 graus
De forma detalhada:
20 graus - Tintos bastante estruturados, longamente envelhecidos e complexos
19 graus
18 graus - Tintos estruturados e envelhecidos, Porto Vintage e LBV
17 graus - Tintos de média estrutura e de elevada qualidade
16 graus
15 graus - Tintos jovens e com pouco tanino, frutados e leves
14 graus
13 graus
12 graus - Licorosos tintos, Porto Tawny e Ruby, Madeira, Sauternes e Colheita Tardia
11 graus - Brancos Secos de elevada qualidade e complexidade, Vinhos Rosados
10 graus - Champagnes envelhecidos e de elevada qualidade, Málaga, Porto Branco, Sherry
9 graus - Espumantes Extra-Brut, Brut mais evoluídos e complexos, Vinhos Brancos Secos
8 graus - Espumantes Brut e Prosseco, Vinhos Brancos aromáticos Secos
7 graus - Vinhos Brancos Doces
6 graus - Espumante Demi-Sec e Seco
5 graus - Mocatel Espumante e Asti Spumante
Como guardar
• Deve-se armazenar o vinho em lugares frescos, 60 a 70% de umidade e sem luz, longe de cheiros diversos, como materiais de limpeza etc.
• Pra quem gosta de comprar bons vinhos, as adegas climatizadas vendidas em diversas lojas são excelentes opções, além de compactas e modernas.
• Devem ser armazenados deitados para que a rolha não resseque e que a vedação do frasco seja adequada.
Prazos para consumo
Vinhos brancos
Devem ser consumidos ainda novos, com no máximo 4 anos de fabricação.
Vinhos brancos de raça
Podem chegar de 5 a 10 anos em armazenamento.
Sauternes são uma exceção
Envelhecem até muito mais que 10 anos, o Château D´Yquem pode ultrapassar os 50 anos.
Vinhos Verdes
Devem ser consumidos o mais rápido possível. De preferência, antes do 1º ano.
Tintos e de boa safra
Devem ser envelhecidos para terem qualidade e estarem prontos. Bordeaux, Barolo ou Brunelo são vinhos de muita guarda. Mais de 100 anos, até!
Os sentidos
Visão – analise / veja o vinho contra a luz, ou contra uma superfície branca. Veja sua cor, transparência, limpidez etc.
Olfato– Cheirar o vinho ainda em repouso faz com que percebamos os aromas primários – derivados do tipo da uva. Cheirar o vinho enquanto fazemos movimentos circulares com a taça faz com que percebamos os aromas que se formam durante e após a formatação.
Vinhos novos possuem aroma. Apenas vinho de classe e velhos que possuem “bouquet”
Paladar – Dê um bom gole no vinho e analise durante uns 10 ou 12 segundos enquanto o mantém em sua boca. Você perceberá as diversas sensações e misturas entre doce, ácido, salgado e amargo.
Retrogosto - retrolfato – Depois de engolir, analise o gosto que ficou na boca. Nessa etapa é que percebemos os aromas terciários, porque precisamos desse retrolfato. Tente sentir o cheiro enquanto você dá goles menores na bebida. Se quiser, areje a boca antes de engolir.
Conheça os 100 melhores vinhos do mundo
Uma lista que reúne as melhores uvas, os produtores mais experientes e um júri altamente especializado
O Wine Spectator é um site especializado no mundo dos vinhos que, desde 1988, divulga a lista dos cem melhores rótulos do ano. O ranking com as melhores safras e variedades testadas pelos organizadores do site em 2011 já foi divulgada.
No total, são 12 meses provando vinhos do mundo todo para, no ano seguinte, montar uma lista que reflita quais são as últimas tendências do mercado, os produtores que merecem destaque e as regiões do mundo que estão se sobressaindo na vinicultura.
A lista de 2011 contou com a análise de mais de 16 mil rótulos feita pelos editores do site. Os jurados avaliaram e atribuíram notas aos vinhos a partir de testes cegos realizados com bebidas das mais diversas origens. Das 16 mil garrafas que passaram pelo crivo dos apreciadores, 5,4 mil receberam notas bastante altas – em geral, alcançado a marca de 90 pontos em uma escala que vai até 100 – o que obriga os organizadores a serem mais criteriosos em seus julgamentos.
Sendo assim, a lista foi refinada por quesitos como a qualidade, o preço, a disponibilidade e outro fator especial – determinado pela surpresa de provar um vinho excelente produzido por uma pequena vinícola em uma região afastada ou uma safra surpreendentemente saborosa vinda de uma marca já consagrada.
No fim, a lista dos cem melhores vinhos de 2011 traduz a opinião dos editores, assim como a sua paixão pelos vinhos que tiveram o prazer de degustar. Os lugares mais altos do ranking representam 12 países e mantêm um alto padrão de qualidade, com uma nota média de 93 pontos.
Confira um pouco sobre os vinhos mais bem cotados, segundo grandes apreciadores de uma das bebidas mais antigas do mundo.
Qualidade em números
Apesar de degustarem vinhos das mais diversas procedências, apenas 12 países foram selecionados na lista dos melhores rótulos do ano. Os países eleitos e o número de vinhos que trazem para o ranking são:
Estados Unidos – 38 vinhos
Itália – 20 vinhos
França – 15 vinhos
Espanha – 6 vinhos
Portugal – 4 vinhos
Argentina – 2 vinhos
Austrália – 2 vinhos
Nova Zelândia – 2 vinhos
África do Sul – 1 vinho
Alemanha – 1 vinho
Áustria – 1 vinho
Grécia – 1 vinho
Além de ser o país com mais representantes na lista, é dos Estados Unidos a melhor bebida de 2011, que recebeu 95 pontos e é produzida na Califórnia. O primeiro lugar do ranking repete o feito de 2010, cujo vencedor também foi um vinho californiano, mas perde na nota que, no ano anterior, foi 98 pontos.
A grande quantidade de vinhos provenientes dos Estados Unidos impressiona os especialistas e apreciadores da bebida, especialmente porque dos 38 rótulos americanos, quatro estão bem no topo do ranking, entre os dez melhores. Já a Itália conseguiu colocar apenas dois, dos vinte vinhos eleitos, nos lugares mais altos da lista. Nesse quesito, a França ganha, com apenas 15 vinhos na lista, mas três deles entre os dez melhores do mundo.
Ao analisarmos a lista para identificarmos a produção sul-americana, vemos que apenas nossos hermanos do Chile e da Argentina conseguiram colocar na lista um rótulo de cada país. O vinho argentino alcançou a 58ª posição e o exemplar chileno entra de raspão e ocupa a última posição do ranking. Em 2010, os países latinos tiveram mais sucesso e emplacaram cinco representantes argentinos e três chilenos.
Mais uma vez, os vinhos do Douro, produzidos em Portugal, confirmam sua qualidade ao aparecerem na lista duas vezes consecutivas, em 2010 e 2011. Nessa edição do ranking, o país garantiu, ao todo, quatro rótulos entre os cem melhores do mundo, mas ficou atrás de seus vizinhos Espanha e França.
Os vencedores do ano
10º lugar – Gigondas Valbelle 2009 (França)
Um blend das uvas Grenache e Syrah confere a qualidade desse vinho. Produzido no sul da França pela vinícola Château de St. Cosme, o rótulo alcançou a marca de 94 pontos no ranking da Wine Spectator. A safra rendeu pouco mais de mil caixas de um vinho encorpado, vendido a um preço médio de US$ 58 e ideal para armazenar em adegas.
9º lugar – La Guiraude 2009 (França)
O vinho é uma seleção dos melhores lotes produzidos pela Alain Graillot, constituído 100% de uvas Syrah provenientes de vinhedos do planalto de Crozes, no sul da França. A safra resultou em frutas de uma acidez fresca que, combinada com o envelhecimento em tonéis de carvalho, deu maior complexidade à bebida. Com 94 pontos e preço médio de US$ 55, apenas 650 caixas foram produzidas.
8º lugar – Barolo Ciabot Mentin Ginestra 2006 (Itália)
A bebida produzida na vinícola Domenico Clerico, além de muita qualidade, reserva sua história. O espaço, que pertencia ao pai de Domenico, costumava produzir uvas e vendê-las para uma cooperativa nos anos 1970. Desde que começou a produzir seus próprios vinhos, em 1982, a vinícola passou a prezar pela alta qualidade de seus produtos. O oitavo lugar da lista foi avaliado com 96 pontos e é comercializado por U$S 90, em média. A safra 2006 produziu 1,5 mil caixas.
7º lugar – Touriga Nacional Douro 2008 (Portugal)
Em vez de usar um blend, os vinicultores João Ribeiro e Francisco Ferreira, da Quinta do Vallado, apostam na pureza das uvas Touriga Nacional para compor seu vinho. Produzido na região do Douro e premiado com 95 pontos, o rótulo da safra de 2008 garante uma bebida escura, concentrada e elegante. A produção rendeu pouco mais de duas mil caixas e cada garrafa pode ser encontrada por cerca de US$ 55.
6º lugar – Ursa Columbia Valley 2008 (Estados Unidos)
O vinicultor Lance Baer fundou sua fábrica em 2000, produzindo vinhos com as uvas do vale da Columbia, em Washington, nos Estados Unidos. Depois de sua morte, a família assumiu a vinícola, contando com a consultoria de Erica Orr. A produção de vinhos Ursa sempre impressionou pela pureza do sabor, mas o vinho da safra de 2008, com um blend de uvas Merlor e Cabernet Franc, é considerado o melhor vinho produzido pela empresa até hoje. A análise da Wine Spectator deu ao vinho 95 pontos. Foram produzidas mais de mil caixas e as garrafas são vendidas por aproximadamente US$ 35.
5º lugar – Pinot Noir Russian River Valley 2008 (Estados Unidos)
Desde a fundação da vinícola Dehlinger, os produtores sempre acreditaram nas uvas Pinot Noir produzidas na região do Russian River Valley, nos Estados Unidos. Seus vinhos sempre foram feitos com a valorização do trabalho artesanal e envelhecidos em tonéis com o objetivo de extrair, desenvolver e preservar ao máximo o sabor das frutas. O vinho produzido a partir da safra de 2008 mantém as características marcantes da vinícola e, por isso, recebeu 95 pontos. Pouco mais de mil caixas foram produzidas e as garrafas podem ser encontradas por cerca de U$S 50.
4º lugar – Brunello di Montalcino 2006 (Itália)
Os 30 acres de plantação de uvas da Agricola San Felice foram adquiridos por volta da década de 1980. Das vinhas que datam dos anos 60, são colhidas as uvas que compõem o vinho Brunello. Depois de produzido, o vinho foi envelhecido por três anos em barris de carvalho eslavo e ainda passou mais um ano amadurecendo após ter sido engarrafado – esses dois fatores resultaram em um vinho de altíssima qualidade, avaliado com 96 pontos. A produção rendeu sete mil caixas e cada vinho custa, em média, U$S 50.
3º lugar – Vouvray Moelleux Clos du Bourg Première Trie 2009 (França)
A supremacia deste vinho se mostra desde a produção das uvas. Cultivadas em um solo argiloso, a vinícola Domaine Huët é uma das grandes responsáveis pela produção das melhores uvas Chenin Blanc. Além disso, o clima do ano de 2009 e a colheita manual das frutas colaboraram para termos um vinho doce, com notas frutadas e marcantes. Na avaliação do júri da Wine Spectator, o vinho recebeu 96 pontos. Foram produzidas 760 caixas e as garrafas custam cerca de U$S 69.
2º lugar – Cabernet Sauvignon Napa Valley Kathryn Hall 2008 (Estados Unidos)
Os vinicultores Craig e Kathryn Hall aproveitaram o que existe de melhor na região de Napa Valley, nos Estados Unidos, para produzir um vinho de qualidade imbatível. Combinando frutas de quatro plantações diferentes, a bebida recebeu um toque de Merlot para arredondar o sabor e valorizar seu aroma. O resultado foi um dos melhores Cabernets já produzidos, com destaque para sua textura agradável, pureza de sabores e final persistente. O vinho californiano recebeu 96 pontos e teve uma produção de quase 2,5 mil caixas. O preço médio de cada garrafa é US$ 90.
1º lugar – Pinot Noir Sonoma Coast 2009 (Estados Unidos)
O melhor vinho de 2009 é uma prova de quem nem sempre as grandes empresas fabricam os melhores produtos. A vinícola Kosta Browne foi fundada há pouco mais de dez anos por dois garçons – Dan Kosta e Michael Browne – que juntaram suas economias para conquistar o sonho de começar a produzir vinho.
Apostando nas uvas Pinot Noir, em crescente produção na região da Califórnia, nos Estados Unidos, seus primeiros vinhos não tinham nada de surpreendente. Porém, a partir de 2002, a dupla produziu 66 rótulos que passaram pelo crivo da Wine Spectator e alcançaram notas acima de 90 pontos. Lembrando que os sócios não possuem sequer uma vinha e produzem suas bebidas em um galpão alugado.
Então, o ano de 2009 proporcionou uma excelente safra de Pinot Noir e permitiu que Kosta e Browne – agora com apoio financeiro da Vincraft – produzissem 11 rótulos de qualidade insuperável e, dentre eles, o melhor vinho de 2011.
O lote de Sonoma Coast revela a meticulosidade da dupla e a excelente qualidade de suas fontes de uvas. As uvas usadas para compor o melhor vinho do mundo foram colhidas em três plantações diferentes e passaram por um ano de maturação em carvalho fresco. Trabalhando dessa maneira, seria difícil produzir algumas centenas de caixas de um vinho tão superior. No entanto, os sócios surpreendem mais uma vez ao produzirem quase seis mil caixas.
Mesmo com uma pontuação mediana – 95 pontos –, a originalidade e o trabalho dos vinicultores são os elementos fundamentais para produzir um vinho indiscutivelmente bom. As garrafas podem ser encontradas por cerca de U$S 52.
Fonte: Fonte: winespectator.com / Sara Snager
Vinhos em roupas Brancas?
Bate aquele desespero quando um pouco de vinho cai em cima da toalha ou de uma roupa branca. Mas saiba que não podemos nos desesperar e tudo tem uma solução. O segredo principal é não deixar a mancha secar, já que quando o vinho seca na roupa quer dizer que já passou para todas as camadas do tecido – dificultando um pouco a retirada.

Assim que o vinho cair na peça de roupa, passe rapidamente um pouco de papel toalha para tirar o excesso da bebida. Após isso, lave com água morna (ou quente) e sabão neutro. A água quente impede que o vinho penetre no tecido profundamente e dilui o que já está nele.

Se não funcionar, o plano B é mergulhar a peça em um recipiente com leite fervido. Depois de alguns minutinhos, a mancha sai sozinha. Se você estiver em um lugar que é impossível fazer esses passos na hora, a opção é colocar um pouco de sabonete líquido na mancha, deixar agir e colocar de molho em água morna depois.
Receitinhas da vovó também valem, como misturar uma parte de vinagre branco e três de água morna e esfregar o local manchado. Nessas horas, tentamos de tudo para salvar aquela peça branca de uma mancha enorme de vinho!
Fonte: Blog Casa Pisani
Guia rápido sobre Vinhos
Tipos e Manuseio
O vinho é o suco da uva fermentado.
Depois de colhidas, as uvas passam em uma máquina, a desengaçadeira, que as separa de seus engaços.
A seguir elas vão para a prensagem, onde será extraído mosto. Ao suco extraído são acrescentadas leveduras que, durante o processo de fermentação, transformam o açúcar natural da uva em álcool, liberando gás carbônico.
Conforme o processo de fermentação, o vinho obtido poderá ser de vários tipos:
Tintos secos ou doces
Brancos secos ou doces
Rosados
Espumantes
Fortificados
Os tintos doces não são usuais e podem ser identificados pelo teor de açúcar determinado na degustação.
As uvas que produzem vinhos de qualidade são da espécie Vitis vinífera. As mais famosas, entre centenas, são as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Gamay, Tempranillo, Nebbiolo e Sangiovese e as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc, Semillon, Riesling, Gewurtztraminer e Malvasia. Não são saborosas para consumo como uvas de mesa.
Por outro lado, as saborosas uvas de mesa, da espécie Vitis labrusca, não produzem vinhos de qualidade. As mais conhecidas são a Niágara e Isabella.
Vinho Tinto
Na produção do vinho tinto a fermentação do mosto ocorre em contato com as cascas, que é de onde se extrai a cor e maior número de compostos orgânicos.
Vinhos tintos só podem ser feitos com uvas tintas.
Para se obter vinho tinto doce é necessário usar uvas com teor de açúcar mais elevado e interromper sua fermentação antes do término da transformação do açúcar em álcool.
Vinho Branco
No vinho branco a fermentação é feita com o mosto puro, sem contato com as cascas.
Pode ser feito tanto de uvas brancas (blanc de blancs) como de uvas tintas (blanc de noirs).
Para se obter vinho branco doce é necessário usar uvas com teor de açúcar mais elevado e interromper sua fermentação antes do término da transformação do açúcar em álcool.
Vinho Rosado
O vinho rosado é feito a partir de uvas tintas.
As cascas ficam em contato com o mosto por pouco tempo, até que se consiga a cor desejada.
Vinho Espumante
O vinho espumante nasce como vinho comum, tranqüilo, ao qual é acrescentada uma mistura chamada liqueur de tirage formada de açúcar de cana e leveduras diluídas em vinho.
A adição desse componente é que vai produzir uma segunda fermentação no vinho base, que pode ocorrer dentro da garrafa (método champenoise) ou dentro de cubas de aço inoxidável (método charmat). Esta segunda fermentação será a responsável pelo acréscimo do gás carbônico ao vinho, transformando-o em vinho espumante.
No processo de produção, a quantidade de açúcar usado no liqueur d’expedition. (mistura de vinho com açúcar, adicionada a cada garrafa) é que vai definir o tipo de espumante produzido:
Brut nature: até 3 g/lL
Extra-brut: até 5 g/l
Brut: até 15 g/l
Extra-sec: de 12 a 20 g/l
Sec: de 17 a 35 g/l
Demi-sec: 25 a 50 g/l
Doux: acima de 50 g/l
Método Champenoise
Pelo método champenoise, no momento em que o vinho é engarrafado, junta-se a ele o liqueur de tirage, que irá produzir uma segunda fermentação dentro da garrafa. Como a garrafa está fechada, o gás carbônico resultante desta segunda fermentação ficará retido, diluído ao vinho.
O método champenoise é caro e demorado, pois a segunda fermentação cria dentro da garrafa um deposito que deve ser eliminado. É necessário fazer a "remuage", que consiste numa lenta decantação. A cada dia, durante várias semanas, o mestre de cave gira as garrafas cerca de um quarto de volta ao mesmo tempo em que as vai inclinando, até que fiquem de cabeça para baixo e com todo o sedimento depositado junto à tampa. Atualmente, várias vinícolas vêm substituindo o trabalho manual por máquinas chamadas de gyropalettes.
Desta forma o vinho fica límpido, sendo ainda necessário remover os sedimentos depositados no gargalo. Isto é feito por um processo chamado "dégorgement" que consiste no congelamento do depósito que, em seguida, é expulso pela pressão existente na garrafa no momento da retirada da tampa provisória. Antes de se colocar a rolha definitiva, a quantidade de vinho expulsa pelo "dégorgement" deve ser completada pela adição do liqueur d'expedition.
Método Charmat
Pelo método Charmat o vinho é transferido para uma autoclave onde é adicionado o 'liqueur de tirage' que irá produzir a segunda fermentação sob temperatura mantida entre 10ºC e 14ºC.
O vinho é então submetido a processos de decantação e filtragem e é engarrafado sob pressão e baixa temperatura, juntamente com o 'liqueur de expedition'. Em seguida coloca-se a rolha característica e a grade de arame.
Vinhos Forticados
Também chamados de generosos, recebem este nome por serem acrescidos de aguardente vínica, o que faz com que seu teor alcoólico aumente.
A adição de aguardente pode ser feita antes ou após a transformação de todo o açúcar em álcool. No primeiro caso a fermentação é interrompida, fazendo com que permaneça algum açúcar residual tendo-se então, o vinho fortificado doce. Se todo açúcar for transformado, tem-se um vinho fortificado seco
Garrafas
O tamanho padrão e mais comum é de 750ml, podendo ser de diversos formatos.
Podem-se comprar vinhos em garrafas de vários tamanhos, alguns deles com nomes característicos:
375 ml - meia garrafa
400 ml
500 ml
Clavelin - 620 ml
750 ml - 1 garrafa
Magnum -1.500 ml - 2 garrafas
Jéroboam - 3.000 ml - 4 garrafas
Réhoboam - 4.500 ml - 6 garrafas
Mathusalem - 6.000 ml - 8 garrafas
Salmanazar - 9.000 ml - 12 garrafas
Baltazar - 12.000 ml - 16 garrafas
Nabucodonosor - 15.000 ml - 20 garrafas
Comprando e Escolhendo o vinho
É sempre bom ter em casa uma boa variedade de vinhos, pois desta forma pode-se estar preparado para todos os tipos de ocasiões. É importante ter em sua adega diversos tipos de vinhos: brancos e tintos; champagnes e outros espumantes; vinhos fortificados e vinhos doces.
É muito difícil recomendar a alguém quais vinhos deveria ter em sua adega, já que o gosto é muito pessoal. É importante diversificar e não temer ousar experimentar novos vinhos, pois se ficarmos presos somente aos famosos ou a determinados varietais, com certeza estaremos perdendo a chance de conhecer ótimos vinhos.
Existem vinhos que melhoram muito com o tempo, outros que só têm a perder, o que torna falsa a afirmação de que todo vinho melhora com a idade. Atualmente a maioria dos vinhos é feita para ser bebida cada vez mais cedo; somente os grandes vinhos evoluem e melhoram substancialmente com o tempo. Deve-se relacionar a safra do vinho que se deseja comprar com sua provável longevidade.
Há hora e lugar para cada vinho. Há ocasiões em que beber um vinho envelhecido ou encorpado seria um desperdício. Por outro lado, pode ser extremamente agradável tomar um grande vinho ainda jovem, mesmo que com potencial de envelhecimento. Nem sempre um ótimo vinho, já maduro, será o melhor para um determinado momento.
Escolhendo o Produtor
É muito importante saber ler um rótulo na hora de comprar um vinho. Ele é a principal fonte de informação de que dispomos para julgar se determinado vinho deve ou não ser comprado, principalmente se não conhecemos seu produtor. Veja figura 1.
Um rótulo bem cuidado - assim como toda a apresentação da garrafa - pode indicar se um vinho pode ser bom ou não. O produtor que não cuida bem de seu vinho, tampouco irá investir na apresentação do mesmo. É importante verificar se o nome do produtor está escrito no rótulo pois, normalmente, nenhum produtor colocaria seu nome em algo de qualidade duvidosa.
Deve-se também observar a cápsula para verificar se o vinho vazou. Bom indicador é o espaço entre o vinho e a rolha: se estiver além do normal, é sinal de vazamento. Caso constate alguma anormalidade, deixe a garrafa na prateleira.
Considerando o preço
Lembre-se que nem todo vinho caro é melhor que um mais barato, mas um vinho muito barato dificilmente será bom. Tenha sempre em vista a relação custo/benefício. Se um vinho for caro, precisa ser de boa qualidade.
Pode-se ter boas surpresas com vinhos de bom preço e boa qualidade, apresentando custo/benefício excelente.
Estocando
A conservação do vinho é fundamental para que não se tenha surpresas desagradáveis na hora de abrir uma garrafa.
A garrafa deve ser guardada na posição horizontal para manter sua rolha sempre em contato com o líquido. Desta forma evita-se que a rolha venha a ressecar, permitindo a entrada de ar, o que seria fatal para o vinho.
Devemos tentar colocar os vinhos em um ambiente onde a variação de temperatura seja a menor possível e as variações que ocorram não sejam bruscas. O ideal é um local onde a temperatura se mantenha constante, em torno de 15°C, com umidade aproximada de 75%, para que a rolha não resseque.
Deve-se evitar claridade, ruídos e aromas estranhos e fortes que possam contaminar os vinhos.
Não se deve guardar por muito tempo um vinho que não foi feito para ser longevo, pois não é verdade que todo vinho melhora com a idade. Um vinho branco leve deve ser consumido no mais breve espaço de tempo possível, um branco de maior estrutura envelhece bem, podendo alguns chegar a envelhecer cerca de 10 anos ou mais.
A maioria dos tintos deve ser consumida entre 2 e 6 anos. Alguns excepcionais podem ser guardados por mais de 20 anos
Decantação
Se o vinho estiver turvo ou com depósitos no fundo, deve ser mantido imóvel por tempo suficiente para que toda a matéria em suspensão se deposite no fundo da garrafa.
Em seguida ele deve ser vertido para outro frasco, limpo e seco, contra a luz de uma vela, de forma que se possa ver quando o sedimento começa a chegar ao gargalo da garrafa; nesta hora deve-se parar de verter o vinho e deixar que o depósito fique na garrafa junto com o restante do líquido. Este resto de vinho deve ser abandonado.
Temperatura de Serviço
A temperatura é fator essencial para que um vinho seja degustado no melhor de suas características de aroma e sabor. Como regra geral os vinhos brancos são servidos frios e não gelados. Para os vinhos tintos a temperatura de serviço deve aumentar com o teor de tanino, lembrando que acima de 20ºC nenhum vinho conserva suas qualidades.
Temperaturas sugeridas para se acentuar aromas e sabores:
Espumantes
simples: 7 a 9°C
Champagnes: 8 a 10°C
Brancos
secos: 10 a 12°C
doces simples: 8 a 10°C
doces finos: 11 a 13°C (Sauternes, Alemanha, Tokaji)
Rosados
todos: 10 a 12°C
Tintos
leves e jovens: 10 a 12°C (Beaujolais, Bardolino)
jovens: 14 a 15°C
maduros: 16 a 17°C (Borgonha, Itália, Espanha)
levemente envelhecidos: 18 a 20°C (Bordeaux, Cabernets do Novo Mundo)
Fortificados
secos: 9 a 11°C (Jerez)
doces: 15 a 16°C (Madeira, Porto)
doces finos: 16 a 18°C (Vintage Port)
Longevidade
Não se pode dizer qual o prazo de validade de um vinho. Bons vinhos se muito bem guardados podem durar cerca de 50 a 70 anos ou mais. Outros podem não completar um ano.
Brancos
Em geral, os vinhos brancos têm uma vida menor que a dos tintos. Com raras exceções, um vinho branco deve ser bebido o mais jovem possível, quando se pode apreciar todo seu frescor que, com o tempo, irá perder.
Um vinho branco, com mais de 4 anos de idade, corre o risco de já estar ruim. As exceções ficam por conta de alguns brancos, como os da Bourgogne, que são fermentados em barris e têm uma estrutura que lhes permite envelhecer, podendo ultrapassar bem mais de 10 anos.
Tintos
A longevidade dos tintos varia bastante. Os beaujolais nouveau, e outros vinhos tipo 'primeur', são feitos para serem consumidos no máximo em seis meses.
A maioria dos tintos consegue durar tranqüilamente cerca de cinco anos, mas é sua estrutura que vai permitir que ele envelheça mais do que isso. Um vinho bem estruturado pode durar muitos anos.
Espumantes
Os espumantes devem ser tomados tão logo sejam lançados, pois seu envelhecimento ocorre na adega, depois de engarrafados. Em geral, eles devem ser consumidos o mais rapidamente possível. Com raras exceções, alguns champagnes milesimados podem melhorar com o tempo.
Fonte: Adegas & Vinhos
Dicas para beber Vinhos na Primavera.
Brancos, rosés e espumantes são boas pedidas para a estação das flores
Que os amantes de vinho tinto adoram o inverno, isso ninguém duvida. Afinal, o frio típico é ideal para uma taça, principalmente quando feita de uvas mais encorpadas. Mas quem não fica sem o fermentado não precisa lamentar o início da primavera neste sábado (22). Com a chegada da estação e a subida da temperatura nos termômetros, é a vez dos espumantes, brancos e rosés, ganharem espaço na mesa. Confira cinco dicas para aproveitar a bebida durante estação.
Preste atenção na acidez
A acidez dá personalidade ao vinho, principalmente o branco. Segundo o sommelier Ariltol Soarel, da Olegário Pizza e Forneria, é justamente esta característica que dá a sensação de refrescância. Segundo ele, a melhor acidez vem de dos vinhos produzidos em uma região específica de Portugal. "Os vinhos verdes são muito leves e frescos, combinam bem com a estação."
Prefira os mais leves
Existe uma falsa ideia de que brancos e rosés são naturalmente mais leves. Mas isso não é verdade. Segundo Gustavo Roman, proprietário da Pizza Sur, eles têm características diversas e podem ser mais ou menos encorpados. "Depende da uva. Dos brancos, o sauvignon blanc é bem suave, e dos rosés, os do sul da França, do Chile e da Argentina." O Brasil brilha quando o assunto é o espumante. "Os brasileiros são os melhores da América do Sul", garante.
Aproveite para combinar
Um acompanhamento é fundamental para um bom vinho. E se as bebidas para a primavera são mais leves, a comida acompanha o clima da estação. "São ótimos principalmente com frutos do mar, peixes e saladas", diz Antônio Guido, sommelier da Royal Vinhos. Mas até o queijo, tradicional companheiro dos tintos, pode ser degustado. "O queijo de cabra é mais leve, combina bem. O gruyère também é uma boa pedida."
Beba gelado (mas não demais)
Graças ao calor que a primavera traz, muita gente usa e abusa das salmouras para gelar os vinhos brancos, rosés e espumantes. Mas deixar a temperatura baixa demais pode prejudicar o sabor. "Quando fica estupidamente gelado, o vinho não mostra todo sabor. O gelo é ótimo, ajuda a refrescar, mas tem que ser na medida certa", diz Arilton Soarel. Para não errar, use só um balde com água e gelo. "É a temperatura ideal para a maioria dos vinhos mais refrescantes."
Não fique só no jantar
A primavera permite certas ousadias com o horário do vinho. Quem costuma degustar a bebida só no jantar pode aproveitar a estação para experimenta também de manhã. "Em um brunch, pode ser uma boa. Mas beber de tarde em um quintal, como aperitivo antes de um jantar ou até mesmo sobremesa, tem tudo a ver", garante Roman. Para ele, o mais indicado para estas ousadias é o espumante. "É uma bebida que não tem horário."
Fonte: Veja BH



